Obras essenciais para o líder do Pink Floyd

Os 5 discos favoritos de David Gilmour, do Pink Floyd

Obras que ajudaram a definir o estilo musical do lendário guitarrista

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Os fãs sempre sentem muita curiosidade em saber quais foram as principais referências que ajudaram a definir o estilo musical de seus ídolos e descobrir esses detalhes sobre grandes astros como David Gilmour é ainda mais interessante.

O guitarrista se tornou um dos mais influentes da história, principalmente por seu papel fundamental na sonoridade e nas composições do Pink Floyd, um dos maiores fenômenos do rock progressivo.

Diferentemente de muitos guitarristas que se destacaram por suas extravagâncias, Gilmour ganhou reconhecimento pela clareza, precisão e profundidade emocional de suas obras. O músico britânico demonstra uma técnica impressionante e uma profundidade expressiva ao tocar e isso o fez ser uma forte inspiração para artistas de diversas gerações.

Em 2017, David compartilhou um pouco de sua bagagem musical ao contar em um artigo do Guitar Tricks Insider (via Far Out) quais foram os cinco discos que marcaram sua vida de uma forma especial e que, na sua opinião, são essenciais para qualquer aspirante a guitarrista.

A seguir, confira a seleção feita pelo guitarrista e descubra um pouco mais sobre as obras!

Os 5 discos favoritos de todos os tempos de David Gilmour

The Shadows – Greatest Hits

Uma das escolhas de David Gilmour foi a compilação Greatest Hits da banda britânica The Shadows, que contava com o renomado guitarrista Hank Marvin, essencial para a formação do rock britânico e influência fundamental para inúmeros músicos, incluindo Keith Richards.

O grupo era um fenômeno no Reino Unido e chegou a ter uma rivalidade com os Beatles em questão de popularidade, mas o som apresentado por Marvin segue sendo crucial para qualquer guitarrista.

Certa vez, ao falar sobre artistas que o inspiraram e como ele conseguiu sair da sombra deles para soar original, Gilmour citou Hank e outros grandes guitarristas e declarou:

“Eu copiei — não tenha medo de copiar — e eventualmente algo que eu suponho que eu chamaria de meu apareceu”.

Jeff Beck – Blow by Blow

David Gilmour também sentia uma forte admiração por Jeff Beck e seu sétimo disco de estúdio Blow by Blow, lançado em 1975. Nele, o lendário guitarrista demonstrou uma abordagem inovadora para tocar guitarra, provando que era possível criar novos cenários sonoros com o instrumento. A música de Beck ajudou Gilmour a ultrapassar os limites de seu próprio som.

Dire Straits – Dire Straits

Alguns podem ficar surpresos ao ver Gilmour incluindo em sua seleção o disco de estreia homônimo do Dire Straits, mas o que se destacou para o músico na obra foi a técnica de dedilhado e fraseado melódico característicos do guitarrista Mark Knopfler. Em 1985, David elogiou o estilo de Knopfler, apontando:

“Ele trouxe de volta algo que parecia ter se desviado na execução da guitarra. Hoje em dia, não ouço os outros com o objetivo de roubar seus licks, mas tenho certeza de que ainda sou influenciado por Mark Knopfler e Eddie Van Halen.”

John Mayall and the Bluesbreakers – John Mayall’s Bluesbreakers with Eric Clapton

Gilmour também teve como uma de suas grandes referências o icônico Eric Clapton. O músico chamou atenção para o disco gravado em parceria entre o guitarrista e John Mayall and the Bluesbreakers, que se tornou um influente álbum do blues britânico. Em 2015, o líder do Pink Floyd refletiu sobre a parceria:

“Todos aqueles caras eram incríveis. Passei um tempo tentando aprender a tocar seus licks perfeitamente. Qualquer jovem músico deveria fazer isso — isso força seu próprio estilo a emergir.”

Jimi Hendrix – Electric Ladyland

David Gilmour completou sua lista com um dos maiores nomes da guitarra: Jimi Hendrix. O músico destacou o terceiro disco da banda de Hendrix, o emblemático Electric Ladyland de 1968, em que Hendrix demonstrou toda a potência de sua criatividade artística.

Em 2006, Gilmour relembrou em entrevista à BBC seu primeiro encontro com o artista que ele considerava o maior guitarrista de todos os tempos:

“Fui a uma boate em South Kensington em 1966. Esse garoto subiu no palco com Brian Auger e o Trinity. Ele começou a tocar violão ao contrário [de cabeça para baixo], e todo o lugar ficou em choque. No dia seguinte, fui a lojas de discos perguntando se tinham algo de Jimi Hendrix. Ele ainda não tinha gravado, então eu só tive que esperar pelo primeiro lançamento dele.”

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